Algumas vezes eu não consigo falar, nessas vezes escrevo. Mas as vezes ainda, nem escrever me cabe. Como se me secasse algo dentro e não brotasse qualquer coisa que fosse. Ou tivesse entupido, de tanta, tanta coisa que nenhuma delas sabe qual deve sair primeiro. Então, nessas vezes, algumas pessoas conseguem falar por mim:
'A gente vai falar daquilo que é óbvio. E o óbvio muitas vezes deixa de ser óbvio e explícito para muitas pessoas diariamente. A poesia que passa por nós, despercebida, a coragem que nos falta em determinado momento, a palavra que nos falta na hora exata, o gesto que eu deixei pra ontem e hoje não me cabe mais. Ontem já passou, acabou. Daqui a pouco, não existe ainda. A gente só tem agora, para olhar no olho, para reclamar, para conversar, para falar... e depois, logo em seguida, reconhecer. A gente só tem agora, pra ser e estar. Essa é a nossa única oportunidade. Eu não sei quantas são as pessoas, e pras quais são as pessoas a qual a gente poderia falar isso. Tem muita gente que nem tá aqui hoje, e que gostaria de ouvir isso. Talvez você nem saiba o quanto é importante uma palavra tua pra alguém. E isso pode parecer a coisa mais óbvia e brega do mundo, mas não é.'
F. Anitelli
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4 Comentários:
Amei!
Bjitos!
O óbvio que passa despercebido... É preciso estar mais atento, acredito eu.
grande Anitelli.
grande Isa :D
O que eu vou falar, pode parecer a coisa mais obvia e brega, mas não é:
Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você.
Só enquanto eu respirar...
(beijo)
é, as vezes, tudo o que é óbvio passa completamente despercebido.
beeeijos :*
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